quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Ai Se Sêsse

http://letras.mus.br/cordel-do-fogo-encantado/78514/

Se um dia nois se gostasse
Se um dia nois se queresse
Se nois dois se empareasse
Se juntim nois dois vivesse
Se juntim nois dois morasse
Se juntim nois dois drumisse
Se juntim nois dois morresse
Se pro céu nois assubisse
Mas porém acontecesse de São Pedro não abrisse
a porta do céu e fosse te dizer qualquer tulice
E se eu me arriminasse
E tu cum eu insistisse pra que eu me arresolvesse
E a minha faca puxasse
E o bucho do céu furasse
Tarvês que nois dois ficasse
Tarvês que nois dois caisse
E o céu furado arriasse e as virgi toda fugisse

Composição: Zé da Luz

sábado, 22 de junho de 2013

Sequência Didática: Texto "Avestruz"

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO
SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

DIRETORIA DE ENSINO REGIÃO DE AMERICANA

CURSO DE ATUALIZAÇÃO - MGME: Melhor Gestão –Melhor Ensino

(oferecido pela EFAP/SEE - maio e junho/2013)

2º Encontro – Turma 3 – Texto Avestruz
Grupo:
Anaí Morais Barros, Cristina R. S. Paparotte, Débora Pivi, Elivete Rodrigues da Silva, Lenice Márcia Pereira, Vivian Rigon Minoti

Re-elaboração: Vivian Rigon Minoti, Silvia Regina Delázari Ferreira, Solange Pereira de Souza, Rosilene Mattos da Silva, Ana Maria Forti Bueno.

Direcionado para o 6.º Ano
Tempo previsto: 6 aulas

Avestruz
Mário Prata

O filho de uma grande amiga pediu, de presente pelos seus dez anos, uma avestruz. Cismou, fazer o quê? Moram em um apartamento em Higienópolis, São Paulo. E ela me mandou um e-mail dizendo que a culpa era minha. Sim, porque foi aqui ao lado de casa, em Floripa, que o menino conheceu as avestruzes. Tem uma plantação, digo, criação deles. Aquilo impressionou o garoto.
Culpado, fui até o local saber se eles vendiam filhotes de avestruzes. E se entregavam em domicílio.
E fiquei a observar a ave. Se é que podemos chamar aquilo de ave. A avestruz foi um erro da natureza, minha amiga. Na hora de criar a avestruz, deus devia estar muito cansado e cometeu alguns erros. Deve ter criado primeiro o corpo, que se assemelha, em tamanho, a um boi. Sabe quanto pesa uma avestruz? Entre 100 e 160 quilos, fui logo avisando a minha amiga. E a altura pode chegar a quase três metros. 2,7 para ser mais exato.
Mas eu estava falando da sua criação por deus. Colocou um pescoço que não tem absolutamente nada a ver com o corpo. Não devia mais ter estoque de asas no paraíso, então colocou asas atrofiadas. Talvez até sabiamente para evitar que saíssem voando em bandos por aí assustando as demais aves normais.
Outra coisa que faltou foram dedos para os pés. Colocou apenas dois dedos em cada pé. Sacanagem, Senhor!
Depois olhou para sua obra e não sabia se era uma ave ou um camelo. Tanto é que logo depois, Adão, dando os nomes a tudo que via pela frente, olhou para aquele ser meio abominável e disse: Struthio camelus australis. Que é o nome oficial da coisa. Acho que o struthio deve ser aquele pescoço fino em forma de salsicha.
Pois um animal daquele tamanho deveria botar ovos proporcionais ao seu corpo. Outro erro. É grande, mas nem tanto. E me explicava o criador que elas vivem até os setenta anos e se reproduzem plenamente até os quarenta, entrando depois na menopausa, não têm, portanto, TPM. Uma avestruz com TPM é perigosíssima!
Podem gerar de dez a trinta crias por ano, expliquei ao garoto, filho da minha amiga. Pois ele ficou mais animado ainda, imaginando aquele bando de avestruzes correndo pela sala do apartamento.
Ele insiste, quer que eu leve uma avestruz para ele de avião, no domingo. Não sabia mais o que fazer.
Foi quando descobri que elas comem o que encontram pela frente, inclusive pedaços de ferro e madeiras. Joguinhos eletrônicos, por exemplo. máquina digital de fotografia, times inteiros de futebol de botão e, principalmente, chuteiras. E, se descuidar, um mouse de vez em quando cai bem.
Parece que convenci o garoto. Me telefonou e disse que troca o avestruz por cinco gaivotas e um urubu.
Pedi para a minha amiga levar o garoto num psicólogo. Afinal, tenho mais o que fazer do que ser gigolô de avestruz.
PRATA, Mário. Avestruz. 5ª série/ 6º ano vol. 2
Caderno aluno p. 9
Caderno do Professor p. 18

1.ª Aula
Ativação dos conhecimentos prévios
1 – Explorar o título – Avestruz  (Vocês conhecem avestruz? Onde viram? Como ele é?)
2 – Leitura dramatizada feita pelo professor.
Localização de informações explícitas no texto
3 – Exploração do primeiro parágrafo (Localização do garoto = onde mora, onde foi que viu a avestruz, por que ficou tão interessado em ter uma avestruz. O que foi que chamou a atenção dele?)

2.ª Aula
Levantamento e Checagem de Hipóteses
4 - Características da Avestruz – Pesquisa na sala de informática sobre a avestruz (Vídeo do Youtube = Avestruz Cantor - http://www.youtube.com/watch?v=QZfAFuVPEAQ)* e também um vídeo mostrando sua origem e imagens (http://pt.wikipedia.org/wiki/Avestruz)*.
* Pesquisa realizada em 13/05/2013 na internet
5 – Trabalhar as inferências e referências bíblicas, falando de Deus com letra minúscula Senhor com letra maiúscula (relação de perfeição de Deus com suas criações.)

3.ª Aula
Extrapolação (ir além do texto, projetar o sentido do texto para outras vivências e outras realidades, relacionar informações do texto e conhecimento do cotidiano).
6 – Interdisciplinaridade – explicação da relação de TPM e menopausa com o período de procriação da avestruz.

4.ª Aula
Apreciação crítica do texto
7 – Características da narrativa (Personagens, Enredo, Espaço, Tempo e Foco narrativo)
8 – Características da crônica.

5.ª Aula
Semântica
9 – Trabalhar o vocabulário (Com pesquisa na internet ou em dicionários).

6.ª Aula (Avaliação)
Coerência e coesão
10 – Produção de texto – dar continuidade à história.
11 – Letra da música Avestruz – De di de Paula e Zé Henrique
Tava cansado de viver lá na roça
De andar só de carroça, resolvi então mudar
Vendi meu sítio, vendi vaca e galinha
E peguei tudo que eu tinha na cidade fui morar
O meu dinheiro tava num banco guardado
Veio um cara engomado disse vou te dar uma luz
Mais que depressa peguei o meu capital
Fiz um negocio legal comprei tudo em avestruz
O paladar desse bicho é aguçado
Ta no seu papo guardado o dinheiro que eu pus

Avestruz hoje eu to enrolado
Avestruz que bichinho esfomeado
Avestruz come terra e come gado
Avestruz realmente to quebrado

Pra me ajudar a tocar este negocio
Arrumei foi muito sócio veja só no que foi dar
Cabeleireira empenhou sua tesoura
Diarista a vassoura hoje vive a reclamar
Tinha um amigo que dizia ser esperto
Teve prejuízo certo hoje ta desesperado
Foi a motoca, foi a égua e a poupança
Realmente foi lambança, só deu cheque carimbado
Até o vovô que guardava um dinheirinho
Comprou quatro filhotinhos lá se foi seu ordenado

Avestruz hoje eu to enrolado
Avestruz que bichinho esfomeado
Avestruz come terra e come gado
Avestruz realmente to quebrado

Neste negócio de comprar este bichinho
Fiquei falando sozinho e agora o que fazer
Comeu o carro, foi também a camioneta
Só não foi a bicicleta pois não consegui vender
Era feliz e vivia controlado
Com a família do lado não devia pra ninguém
Na quebradeira que esse bicho me deixou
Minha mulher me abandonou e meus amigos tamém
To apertado igual um pinto no ovo
Este bicho é um estorvo, nem me fale nesse trem

Avestruz hoje eu to enrolado
Avestruz que bichinho esfomeado
Avestruz come terra e come gado
Avestruz realmente to quebrado

Avestruz, comeu até minha aposentadoria!!!
Fonte Letra: http://www.vagalume.com.br/de-di-paula-ze-henrique/avestruz.html#ixzz2TE2OBK00

ROJO, Roxane. Letramento e capacidades de leitura para a cidadania.mimeo,2004
PRATA, Mário. Avestruz. Disponível em: <http://www.marioprataonline.com.br (fonte caderno do aluno, 6.º ano, Vol.2)
PAULA, De di de. Avestruz

HENRIQUE, Zé. Avestruz
ROJO, Roxane. Letramento e capacidades de leitura para a cidadania.mimeo,2004
PRATA, Mário. Avestruz. Disponível em: <http://www.marioprataonline.com.br (fonte caderno do aluno, 6.º ano, Vol.2)
PAULA, De di de. Avestruz

HENRIQUE, Zé. Avestruz

sábado, 15 de junho de 2013

Ler: Por onde Começar

Ler: Por onde começar

Vídeo: A Importância da Leitura na Vida das Pessoas


Uso da Vírgula (Sua importância na construção do sentido do texto)

Leia este trecho do livro Ora, vírgulas!

( ... ) a menina saiu da cozinha, sentou-se no degrau que dava para o quintal. Pegou o livro que deixara ali caído, antes de entrar para tomar café.
E quase caiu do degrau quando começou a ler! 
O livro dizia:

O menino sabido como ele
só tinha uma cachorrinha
com três filhotes e o pai do menino
era uma gata amarela esperando
cria também do menino
era todo bicho que aparecesse
no quintal com cara de fome.

"Ou eu fiquei biruta ou o livro é que ficou!" - pensou Stela. - "O pai do menino era uma gata? O quintal tinha cara de fome? O menino era pai da cria da gata? Esses escritores escrevem cada vez mais esquisito ... "
Foi então que percebeu o pássaro ainda no quintal, pousado no muro, comendo bichinhos. Um deles escapou do bico afiado e caiu ao chão, bem em cima de um jornal velho. Stela ficou curiosa e foi ver que bicho era.
Formiga? Mosquito? Que nada, era uma vírgula. E mal se viu caída no papel do jornal, arrastou-se em meio às palavras escritas procurando um lugar onde se encaixar. Logo deu com a data e se enfiou entre um "São Paulo" e um "16 de novembro".
Stela olhou as coisas escritas no resto do jornal. Não tinha sobrado mais nenhuma vírgula ali! As frases estavam parecidas com as de seu livro - estranhas, compridas e sem nada para separar palavras além de espaços e pontos finais.
Que descoberta! Aquele pássaro havia devorado as coitadinhas e voado do quintal com a barriga cheia.
"Até que é bom se ele acabar com todas elas" - refletiu a menina -, "botar vírgulas nos lugares certos dá muito trabalho."

Rosana Rios. Ora, vírgulas! São Paulo, Global, 1994. P.5.


quarta-feira, 5 de junho de 2013

Motivação é tudo!

MEMÓRIAS

Memórias


   Lembro-me de que sempre havia livros, enciclopédias, revistas e jornais em casa. Naquela época não tínhamos televisão. Recordo-me muito bem que os primeiros contatos que tive com a escrita foram através de álbuns de figurinhas colecionados por meu pai e por meu avô (cresci com meu avô, morávamos ao lado da casa dele). Meu avô não teve oportunidade de estudar muito. Nascido em Itu em 1910, seu pai era italiano e sua mãe austríaca. Vovô cresceu ouvindo os pais sempre conversando em Italiano, ou em alemão. Lembro também de o meu avô lendo os jornais Italianos que guardava com muito zelo, os quais traziam notícias da morte de uma prima, que era cinegrafista na Itália, durante a primeira guerra. Vovô lia a notícia já traduzindo para o português para que nós (sim, digo nós porque, minhas primas e eu, ficávamos compenetradas ouvindo as histórias e as notícias que meu avô nos contava) pudéssemos entender.



   Não sei se por influência das histórias que meu avô nos contava, o livro que tenho até hoje em minha memória é o “Diário de Anne Frank” no qual a garota (com 13 anos) descreve os desesperos por que passou juntamente com sua família em Amsterdã durante a ocupação nazista nos Países Baixos.


   Confesso que no período em que cursei o ginásio (naquela época era assim que chamávamos o ciclo II do Ensino Fundamental) eu tinha dificuldades em produzir textos, mas sempre gostei de ler.

   O tempo foi passando, fui ficando moça e surgiu a necessidade de conseguir um primeiro emprego para que eu pudesse comprar minhas próprias coisas. Pois bem, minha primeira experiência foi numa agência de publicidade aqui na cidade. Foi lá que tive a oportunidade de trabalhar com produções de textos, pois meu patrão, naquela época, decidiu lançar uma revista mensal em que trouxesse notícias e histórias locais. Lembro-me como se fosse hoje, minha primeira experiência como “repórter” foi em uma casa de recuperação de dependentes químicos, que por sinal, ainda existe. Durante esse trabalho, gravei entrevistas com alguns internos e também com administradores daquele local e posteriormente voltei para a agência para redigir a reportagem. O fato de eu trabalhar nessa agência fez com que eu descobrisse o gosto pela área de Letras.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Paixão à primeira vista

Paixão à primeira vista
Quando me coloco a pensar sobre meu passado de leitora, não tenho lembranças muito boas, não. Não tinha estímulo por parte de meus professores e muito menos por parte de meus familiares.
Lembro-me de um dia, na casa de uma amiga, deparei-me com um livro sem capa que iria parar no lixo. Nunca tinha lido um livro, porém, não sei o porquê, fiquei emocionada e inconformada com o destino dele. Mesmo sem saber da importância da leitura, não acreditava que ele iria para o lixo. Foi neste dia que comecei minha vida de leitora. Eu já tinha meus 10 anos de idade. Levei-o para casa e comecei a ler. O título? Meu Pé de Laranja Lima. Ao lê-lo, chorei torrencialmente porque não acreditava que havia criança que apanhasse tanto de seus familiares (Meus pais nunca tinham encostado em um fio de cabelo meu).
 Minha mãe, ao ver-me chorando, tomou o livro de minhas mãos e o quis pinchar fora! Que susto! Segundo ela, livro que fazia minha filha chorar, não era livro pra ser lido, mas queimado! Outro susto este! Até eu convencê-la de que eu estava emocionada por causa da história, levou algum tempo. Depois deste fato, quando minha mãe me via lendo, mandava-me fazer serviços domésticos porque eu nada fazia.

Foi assim que iniciei minha viagem ao mundo dos livros. Viajo, cavalgo, vivo romance, choro, rio, camuflo-me e descubro-me nessas leituras nas quais me delicio.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Boas vindas!

Sejam bem-vindos!

O Blog Transformando a Aprendizagem foi criado pelas professoras Ana Maria Forti Bueno, Vivian Rigon Minoti, Solange Pereira de Souza, Rosilene Mattos da Silva e Sílvia Regina Delázari Ferreira.

            O que nos motivou foi o curso Melhor Gestão, Melhor Ensino - Formação de Professores de Língua Portuguesa, 1.ª Edição de iniciativa do Governo do Estado de São Paulo.

            Esperamos, através deste Blog, trocar experiências, provocar discussões, dar sugestões para todos aqueles que atuam como educadores visando sempre a melhora da didática que, consequentemente, beneficiará os nossos educandos, preparando-os para a vida.


            Abraços.